Canadinha
CNS: 1171
Tipo: Vicus
Distrito/Concelho/Freguesia: Castelo Branco/Penamacor/Meimoa
Período: Romano
Descrição: Num terreno plano/chã junto à confluência do Ribeiro da Ferrenha e do Ribeiro da Queijeira com a Ribeira da Meimoa foram identificados abundantes fragmentos de cerâmica comum (dolia) e de construção (tegulae), terra sigillata hispânica e terra sigillata clara A, dispersos por uma área aproximada de 15.000m². Este sítio foi objecto de uma pequena escavação, dirigida por Mário Bento, em 1961; ter-se-á então descoberto "restos de uma casa romana que, pelo aparelho das suas paredes ainda de pé, nos pareceu do séc. III d.C." e que teria, pelo menos, "quatro divisões e um corredor", apresentando pavimentos com "barro vermelho cozido e moído, depois batido a maço, com cantos em meia-cana à romana." Entre o espólio recolhido faz referência a uma urna cinerária, duas moedas, um anel de bronze, terra sigillata e pesos de tear (Bento, 1978: 84-85). Cristóvão (1992: 54-55, n.º 80) refere abundantes fragmentos de tegulae, imbrices, tijolos - "dos quais se destaca um para arco ou abóbada e outro de coluna, semi-circular" -, alguns silhares rusticados, cerâmica comum (formas diversas, incluindo dolia), dois fragmentos de ânfora (Dr. 7-11), sigillata itálica (Goud. 39? e 40), sigillata hispânica (Drag. 15/17, 18, 24/25 e Hispânica 4), sigillata clara C (Hayes 50 B), vidro, mós diversas e um provável peso de lagar; classifica-o então como villa. Este lugar, defronte da povoação da Meimoa, mas na margem esquerda da ribeira, apresenta uma área de dispersão de materiais que poderá mesmo atingir os 2 hectares. Este dado, conjugado com a qualidade relativa dos materiais aqui encontrados e com a ausência de vestígios no terreno nas áreas libertas de construção na povoação da Meimoa, leva a considerar a hipótese de ser este o lugar do vicus Venia epigraficamente atestado. É certo que foi no núcleo urbano da Meimoa, situado sugestivamente num esporão sobranceiro à confluência de ribeiras, onde se encontraram algumas inscrições e elementos arquitectónicos. Mas, pode-se questionar se estariam originalmente nesse lugar? Para esta questão e segue-se a opinião actual de José Cristóvão, que alertou para a importância deste lugar (comparativamente com os outros que se conhecem nas imediações) e para a aparente inexistência de níveis arqueológicos romanos sob a povoação da Meimoa (constatada pelo acompanhamento de algumas obras). Seja como for, não sendo vicus, a Canadinha corresponderia, pelo menos, a uma importante villa no aro de Venia. Há notícia do aparecimento de moedas, de cronologia desconhecida (in "Notícias da Covilhã" de 16/01/1981).
Meio: Terrestre
Acesso: Num terreno plano/chã junto à confluência do Ribeiro da Ferrenha e do Ribeiro da Queijeira com a Ribeira da Meimoa.
Espólio: Tegulae, imbrices, tijolos - "dos quais se destaca um para arco ou abóbada e outro de coluna, semi-circular" -, alguns silhares rusticados, cerâmica comum (formas diversas, incluindo dolia), dois fragmentos de ânfora (Dr. 7-11), sigillata itálica (Goud. 39? e 40), sigillata hispânica (Drag. 15/17, 18, 24/25 e Hispânica 4), sigillata clara A, sigillata clara C (Hayes 50 B), urna cinerária, duas moedas, um anel de bronze, vidro, mós diversas, pesos de tear e um provável peso de lagar.
Depositários: -
Classificação: -
Conservação: -
Processos: 2000/1(069)
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Bibliografia (0)

Fotografias (0)