Canadinha

Sítio (1171)
  • Tipo

    Villa

  • Distrito/Concelho/Freguesia

    Castelo Branco/Penamacor/Meimoa

  • Período

    Romano

  • Descrição

    Também "Vale da Canadinha" ou "Vila Pereira". O sítio da Canadinha (Meimoa, Penamacor, Castelo Branco) localiza-se num vale da Serra da Malcata, na região da Cova da Beira, a sul (e em frente) da povoação da Meimoa, junto da confluência do Ribeiro da Ferrenha e do Ribeiro da Queijeira com a Ribeira da Meimoa. Implanta-se num terreno aplanado, na margem esquerda da ribeira, numa zona de xistos, grauvaques e formações aluviais, numa área rica em recursos minerais. Numa vasta área, que pode atingir os 2 hectares, ao longo do vale e das encostas, são visíveis bastantes fragmentos de tegulae, imbrices, tijolos, silhares rusticados, cerâmica comum, dolia, fragmentos de ânfora (Dr. 7-11), terra sigillata itálica, hispânica e clara, vidro, mós diversas e um provável peso de lagar. Em 1961 foi alvo de uma escavação, da responsabilidade de M. Bento, onde se terá colocado a descoberto vestígios de uma habitação, que pelo aparelho construtivo datará de época romana, possivelmente do século III. Com quatro compartimentos e um corredor, apresentava pavimento em "barro vermelho cozido e moído (¿) com cantos em meia-cana". Entre o espólio recolhido encontra-se uma urna cinerária, duas moedas, um anel de bronze, terra sigillata e pesos de tear. Segundo P. Carvalho, a localização do sítio da Canadinha, fronteira à actual povoação da Meimoa, juntamente com a qualidade dos materiais, leva a colocar a hipótese de ser este o lugar do vicus Venia epigraficamente atestado. Apesar de, no núcleo urbano da Meimoa, se terem encontrado algumas inscrições e elementos arquitetónicos, coloca-se a questão de estes poderem ter sido deslocados. Também J. L. Cristóvão adverte para a importância deste lugar e para a evidência da ausência de níveis arqueológicos romanos sob a povoação da Meimoa e nas áreas libertas de construção, onde não existem vestígios no terreno, Nos trabalhos para a Carta Arqueológica de Penamacor, no local denominado Vila Pereira, num caminho, foram identificados dois troços de muros em xisto. Existem notícias do aparecimento de moedas, de cronologia desconhecida (in "Notícias da Covilhã" de 16/01/1981). M. Bento menciona a presença de um pequeno forno cerâmico, destruído, uma jarrinha e um púcaro de barro, no sítio da Ferranha. Pelo tipo de achados e área de dispersão de materiais, o sítio da Canadinha deverá corresponder a uma importante villa, não sendo de excluir a possibilidade de se tratar de um vicus. [Actualizado 12/Jun/2019, I.Inácio]

  • Meio

    Terrestre

  • Acesso

    Pelo caminho agrícola que vai para Cascalheira, junto da confluência do Ribeiro da Ferrenha e do Ribeiro da Queijeira com a Ribeira da Meimoa.

  • Espólio

    Tegulae, imbrices, tijolos, silhares rusticados, cerâmica comum, dolia, fragmentos de ânfora (Dr. 7-11), terra sigillata Itálica e Hispânica e terra sigillata Clara, vidro, mós e um provável peso de lagar; uma urna cinerária, duas moedas, um anel de bronze e pesos de tear.

  • Depositários

    -

  • Classificação

    -

  • Conservação

    Regular

  • Processos

    2000/1(069)

Trabalhos (0)

    Bibliografia (5)

    Cova da Beira. Ocupação e exploração do território na época romana.. Conimbriga (2007)
    Estações arqueológicas romanas de Meimoa (Beira Baixa). Estudos de Castelo Branco (1978)
    Novos achados arqueológicos em Meimoa e Benquerença (Penamacor). Actas do 1º Colóquio Arqueológico de Viseu (1989)
    O povoamento romano da bacia do curso médio da Ribeira da Meimoa (1992)
    Roman Portugal (1988)

    Fotografias (0)

    Localização