Poço das Freitas

Sítio (3963)
  • Tipo

    Mina

  • Distrito/Concelho/Freguesia

    Vila Real/Boticas/Ardãos e Bobadela

  • Período

    Romano, Idade Média e Moderno

  • Descrição

    Grande mina de exploração aurífera a céu aberto, localizada a Leste da aldeia de Nogueira, numa zona de pequenas colinas situada a meio do grande vale aberto formado pelas ribeiras do Vidoeiro e do Calvão, ocupando a zona entre estas duas ribeiras e logo acima do ponto em que a sua junção forma o rio Terva. O grande complexo mineiro ocupa uma área de forma aproximadamente elíptica, com aproximadamente 1000 metros de comprimento, de Norte para Sul, e uns 700 metros de largura. A área comporta diversos topónimos, como Freitas e Poço das Freitas, Carrica e Poço da Carrica, Quintãs, Corgas, Carregal, Minóculo, Penedo Redondo, Calhau das Bruxas, entre outros. Toda a zona é preenchida por um complicado labirinto de cortas de extracção de minério e respectivos montes de entulhos, nalguns casos visívelmente associadas a veios de quartzo. Existem também diversas pequenas galerias, ou pequenas aberturas laterais nas paredes, formando frequentemente um "T", relacionadas com as técnicas utilizadas para o desmonte dos solos. O tamanho das cortas varia grandemente. A maior delas é o chamado Poço das Freitas, na extremidade Sul do conjunto, e que acabou por dar nome a todo o complexo, sendo uma enorme e muito profunda cratera, cuja área permanentemente inundada tem quase 100 metros de comprimento. Logo abaixo desta corta fica o habitat romano do Carregal, presumivelmente relacionado com esta exploração. A prospecção do conjunto é, para além de perigosa, muito dificultada pelo denso matagal que cobre grande parte da zona. Não são conhecidas galerias de exploração subterrânea. No entanto, o curioso topónimo "Minóculo" designa especificamente um profundo poço, de secção rectangular, que parece ser um respiradouro.

  • Meio

    Terrestre

  • Acesso

    A partir da estrada alcatroada entre Nogueira e Ardãos, por caminho de terra batida que leva a uma exploração de areias, e que tem uma sinalização a indicar as minas. Estas iniciam-se logo a seguir à exploração de areias.

  • Espólio

    -

  • Depositários

    -

  • Classificação

    Classificado como SIP - Sítio de Interesse Público

  • Conservação

    Regular

  • Processos

    S - 03963, 2004/1(551) e C - 03963

Bibliografia (16)

A propósito da lavra do ouro na província de Trás-os-Montes durante a época romana. Revista de Guimarães (1954)
Breves Notas sobre a região do Alto Tâmega (1984)
Catalogue des mines et des fonderies antiques de la Peninsule Iberique (1987)
Concelho de Boticas. Zonas de interesse arqueológico, histórico e turístico. Notícias de Chaves (1989)
De Aquae Flaviae a Chaves. Povoamento e organização do território entre a Antiguidade e a Idade Média (1996)
Extractos archeológicos das "Memórias Parochiaes de 1758". O Arqueólogo Português (1896)
Informações archeológicas colhidas no "Diccionário Geográphico" de Cardozo. O Arqueólogo Português (1896)
Les mines de la Péninsule Ibérique dans l'antiquité romaine (1990)
Memórias para a História Ecclesiástica do Arcebispado de Braga, Primaz das Hespanhas (1732)
Molde de fundição para machados de bronze de duplo anel. Trabalhos da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia (1939)
Notas Regionais. A lagôa das Freitas. Era Nova (1934)
Notícias Archeologicas Extrahidas do «Portugal Antigo e Moderno» de Pinho Leal, com algumas notas e indicações bibliographicas (1903)
Notícias históricas do concelho e vila de Boticas (1982)
Roman Portugal (1988)
Uma notável peça de joalharia primitiva. Anais da Faculdade de Ciências do Porto (1942)
Vias romanas das regiões de Chaves e Bragança. Revista de Guimarães (1956)

Fotografias (0)

Localização


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