Anta 1 da Herdade do Azinhal / Anta Oeste da Estrada de Montemor

Anta/Dólmen - Neolítico e Calcolítico (17173)
A Anta1 da Herdade do Azinhal ou Anta Oeste da Estrada de Montemor localiza-se nas proximidades da Cista do Azinhalinho / Antinha da Estrada de Montemor (CNS 17175) e da actualmente destruída Anta Leste da Estrada de Montemor / Anta 2 da Herdade do Azinhal (CNS26751). Este monumento megalítico de grandes dimensões, intervencionada por Manuel Heleno na década de 30 do século XX, é constituído por uma câmara de planta poligonal (com cerca de 3,20 m de diâmetro), formada por sete esteios, cinco dos quais in situ e por um corredor, orientado a Este, com três esteios de cada lado (com cerca de 2,60 m de comprimento) e uma das tampas conservada. A laje de cobertura da câmara não foi identificada. No exterior identificam-se vestígios da mamoa. No interior da câmara desta anta identificaram-se vestígios antropológicos em bom estado de conservação e um vasto e diversificado espólio, composto por artefactos líticos lascados (duas lâminas de sílex inteiras e nove fragmentadas, duas lamelas fragmentadas, dois trapézios de sílex, um furador de sílex e 35 pontas de seta de sílex e xisto), 14 artefactos de pedra polida (machados, enxós e uma goiva), 37 recipientes em cerâmica, quatro dos quais inteiros (uma das peças está decorada com quatro báculos incisos), cinco contas de xisto e quatro placas de xisto decoradas. As características arquitectónicas e artefactuais desta anta permitem enquadrá-la cronologicamente no Neolítico Final / Calcolítico (3500 - 2000 a. C.). (atualizado por C. Costeira, 22/05/19)

Informação

Monumento integrado no Roteiro Megalítico de Coruche, Percurso do Azinhal. Este percurso é aconselhado a grupos escolares e investigadores. Contactar previamente o Museu de Coruche para realizar o percurso. https://issuu.com/museumunicipalcoruche/docs/roteiro_megalitico_de_coruche_6

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    Como chegar lá? Boas Práticas

    Boas Práticas

    Boas práticas ao visitar sítios arqueológicos

    Visitar um sítio arqueológico é conectarmos com as nossas origens; é percebermos o nosso percurso e evolução como espécie Humana integrada no meio ambiente; é respeitar o património que é nosso e dele cuidarmos para que as gerações futuras também o possam visitar e desfrutar. 

    Percorrer os caminhos e apreciar as estruturas e peças arqueológicas que sobreviveram ao passar dos tempos, permite-nos compreender aquilo que é diferente, mas também aquilo que é comum entre as diferentes populações: no fundo, aquilo que nos identifica como Homo Sapiens. 

    Mais do que simples vestígios e ruínas do passado, os sítios arqueológicos evidenciam a nossa capacidade criativa, de adaptação, de interconexão, de compreensão e resiliência, sem as quais não teríamos tido sucesso como seres culturais em constante processo evolutivo. Estes sítios permitem-nos ainda refletir sobre as escolhas feitas no passado e contribuir assim para que as decisões no presente possam ser realizadas com maior consciência e conhecimento.

    Os sítios arqueológicos são recursos frágeis e vulneráveis às mudanças potenciadas pelo desenvolvimento humano sendo únicos e insubstituíveis. A informação que guardam, se destruída, nunca mais poderá ser recuperada. 

    Como tal, a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) convida todos os visitantes de sítios arqueológicos a desfrutarem da sua beleza e autenticidade, ajudando ao mesmo tempo a preservá-los para as futuras gerações, adotando desde logo as boas práticas que aqui indicamos:   

    • Respeitar todas as sinalizações;
    • Não aceder a zonas vedadas;
    • Não subir, sentar ou permanecer sobre estruturas e vestígios arqueológicos;
    • Respeitar as áreas que estão a ser alvo de intervenções arqueológicas, não as perturbando;
    • Não recolher materiais nem sedimentos (terra);
    • Não escrever ou realizar grafitos nas estruturas arqueológicas;
    • Deitar o lixo em contentores próprios. Se não existirem no local, leve o lixo consigo até encontrar contentor adequado para o efeito;
    • Deixar o sítio arqueológico tal como o encontrou;
    • Não passar com bicicletas ou veículos motorizados sobre os sítios arqueológicos;
    • Respeitar e proteger as plantas e os animais que habitam na envolvente do sítio arqueológico;
    • Reportar sinais de vandalismo ou destruição à DGPC ou às Direções Regionais de Cultura (DRC);
    • Partilhar experiências de visita e os sítios arqueológicos, como forma de os tornar mais conhecidos e apelar à sua preservação;
    • Não comprar materiais arqueológicos e reportar às autoridades de segurança pública, à DGPC ou às DRC, caso venha a suspeitar de que materiais/peças arqueológicas possam estar à venda.

    Para saber mais:

    AIA / ATTA (2013) – Guide to best practices for archaeological tourism. 

    Raposo, J. (2016) – Código de conduta para uma visita responsável a sítios arqueológicos. In Sítios arqueológicos portugueses revisitados: 500 arqueossítios ou conjuntos em condições de fruição pública responsável. Al-madan, 2ª série, p. 20 – 77. 

    Contactos DGPC

    Telefone: +351213614200 | Email: informacaoarqueologica@dgpc.pt

     

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