Monção - Torre da Lapela

Torre - Idade Média (20111)
A Torre da Lapela localiza-se no alto de um afloramento granítico, na margem esquerda do rio Minho. Terá sido parte integrante de uma construção defensiva maior desenhada por Duarte d'Armas. A torre foi construída no exterior do recinto muralhado pentagonal, adossada ao pano da muralha, muito provavelmente para defender a porta principal do castelo. A Torre da Lapela é o que resta do castelo da Lapela, possui uma altura de 24.20m e uma planta retangular, internamente dividida em quatro pisos ligados por escada de madeira. Apresenta uma arquitetura tipicamente românica encontrando paralelos na Torre de Menagem do Castelo de Melgaço. Segundo Carlos Brochado de Almeida (Almeida, 2005) não existe documentação suficiente nem dados arqueológicos que possam sustentar a hipótese de que este castelo tenha sido construído no reinado de D. Afonso Henriques, no entanto, caso venha a ser provada essa hipótese, o castelo de Lapela faria parte, juntamente com Valença e Melgaço, de uma rede de pontos fortificados, instalados ao longo da fronteira do rio Minho, no início da nacionalidade. Mas foi sobretudo no reinado de D. Dinis que se assistiu à edificação ou reforma deste tipo de estruturas, um pouco por todo o país. Em trabalhos arqueológicos realizados numa das casas que integram o arruamento urbano da Lapela, mais concretamente na Rua do Rio, confirmaram que a Torre da Lapela fazia parte de uma estrutura defensiva mais complexa, no interior de uma estrutura defensiva, a funcionar como sua torre de menagem. Teria como funcionalidade vigiar um local de atravessamento do rio Minho tendo importância na defesa do território. Além da torre de menagem, este sistema defensivo possuía ainda uma muralha em redor e uma barbacã que reforçava a defesa nos pontos mais vulneráveis. A muralha foi totalmente desmontada até ao alicerce dando lugar à construção de habitações. Os fragmentos de tegullae exumados no local apontam para uma presença de um edifício romano ou de um período posterior, como a Alta Idade Média, à qual não foi possível atribuir uma funcionalidade. A Torre da Lapela foi alvo de trabalhos de restauro e valorização tendo sido convertida em núcleo museológico criando um espaço funcional para os visitantes e mais um elemento de promoção cultural do concelho, desta vez, debruçado sobre o troço internacional do rio Minho. (Actualizado em 13.03.2019 por Sofia Gomes)

Informação

Na Torre da Lapela foi instalado um núcleo museológico visitável. Este sítio está inserida na Rota do Vinho Verde Alvarinho.

Condições da visita

Entrada livre associada a estrutura museológica

Horários

Aberta ao público de quarta-feira a domingo entre as 10:00 e 12:30 e as 14:00 e 18:00.

Documentos

    Como chegar lá? Boas Práticas

    Boas Práticas

    Boas práticas ao visitar sítios arqueológicos

    Visitar um sítio arqueológico é conectarmos com as nossas origens; é percebermos o nosso percurso e evolução como espécie Humana integrada no meio ambiente; é respeitar o património que é nosso e dele cuidarmos para que as gerações futuras também o possam visitar e desfrutar. 

    Percorrer os caminhos e apreciar as estruturas e peças arqueológicas que sobreviveram ao passar dos tempos, permite-nos compreender aquilo que é diferente, mas também aquilo que é comum entre as diferentes populações: no fundo, aquilo que nos identifica como Homo Sapiens. 

    Mais do que simples vestígios e ruínas do passado, os sítios arqueológicos evidenciam a nossa capacidade criativa, de adaptação, de interconexão, de compreensão e resiliência, sem as quais não teríamos tido sucesso como seres culturais em constante processo evolutivo. Estes sítios permitem-nos ainda refletir sobre as escolhas feitas no passado e contribuir assim para que as decisões no presente possam ser realizadas com maior consciência e conhecimento.

    Os sítios arqueológicos são recursos frágeis e vulneráveis às mudanças potenciadas pelo desenvolvimento humano sendo únicos e insubstituíveis. A informação que guardam, se destruída, nunca mais poderá ser recuperada. 

    Como tal, a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) convida todos os visitantes de sítios arqueológicos a desfrutarem da sua beleza e autenticidade, ajudando ao mesmo tempo a preservá-los para as futuras gerações, adotando desde logo as boas práticas que aqui indicamos:   

    • Respeitar todas as sinalizações;
    • Não aceder a zonas vedadas;
    • Não subir, sentar ou permanecer sobre estruturas e vestígios arqueológicos;
    • Respeitar as áreas que estão a ser alvo de intervenções arqueológicas, não as perturbando;
    • Não recolher materiais nem sedimentos (terra);
    • Não escrever ou realizar grafitos nas estruturas arqueológicas;
    • Deitar o lixo em contentores próprios. Se não existirem no local, leve o lixo consigo até encontrar contentor adequado para o efeito;
    • Deixar o sítio arqueológico tal como o encontrou;
    • Não passar com bicicletas ou veículos motorizados sobre os sítios arqueológicos;
    • Respeitar e proteger as plantas e os animais que habitam na envolvente do sítio arqueológico;
    • Reportar sinais de vandalismo ou destruição à DGPC ou às Direções Regionais de Cultura (DRC);
    • Partilhar experiências de visita e os sítios arqueológicos, como forma de os tornar mais conhecidos e apelar à sua preservação;
    • Não comprar materiais arqueológicos e reportar às autoridades de segurança pública, à DGPC ou às DRC, caso venha a suspeitar de que materiais/peças arqueológicas possam estar à venda.

    Para saber mais:

    AIA / ATTA (2013) – Guide to best practices for archaeological tourism. 

    Raposo, J. (2016) – Código de conduta para uma visita responsável a sítios arqueológicos. In Sítios arqueológicos portugueses revisitados: 500 arqueossítios ou conjuntos em condições de fruição pública responsável. Al-madan, 2ª série, p. 20 – 77. 

    Contactos DGPC

    Telefone: +351213614200 | Email: informacaoarqueologica@dgpc.pt

     

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