Mértola - Castelo / Alcáçova de Mértola

Castelo - Romano, Medieval Islâmico e Medieval Cristão (40)
O Castelo é de provável fundação árabe, construído com reutilização de materiais romanos. A torre de menagem foi mandada erigir pelo primeiro mestre da Ordem de Santiago, em 1292. A Alcáçova localiza-se no limite Norte do recinto amuralhado da vila. Trata-se, na sua maior parte, de uma plataforma artificial construída sobre um criptopórtico de época tardo-romana. Sobre esta estrutura assentam os edifícios públicos de carácter religioso do fim do período romano. Sobre estas construções foi implantado, no século XII, um bairro do qual foram postas a descoberto, até ao momento, cerca de 15 habitações. O bairro foi abandonado após a conquista cristã de Mértola em 1238, sendo, então, toda esta zona transformada em cemitério cristão. A partir do século XVII, o seu uso enquanto área de enterramento decai, sendo o espaço destinado a hortas. No início do século XX o espaço foi transformado em campo de futebol. escavações na encosta sul exterior do Castelo puseram a descoberto a continuação da necrópole cristã, do bairro almóada e um novo edifício religioso da Antiguidade Tardia, com um segundo batistério associado.

Informação

O sítio tem condições de visita e dispõe de informação no local. Este núcleo museológico faz parte do Museu de Mértola. Sítio integrado nos Itinerários Arqueológicos do Alentejo e Algarve.

Condições da visita

Entrada com aquisição de bilhete

Horários

De 01 de Outubro a 15 de Junho: de Terça-feira a domingo das 9h15 às 12h30 e das 14h00 às 17h45. De 16 de Junho a 30 de Setembro: de Terça-feira a domingo das 9h45 às 13h00 e das 14h00 às 18h15. Encerra à Segunda-feira e nos dias 1 de janeiro, 1 de maio e 25 de dezembro.

Contactos

Documentos

    Como chegar lá? Boas Práticas

    Boas Práticas

    Boas práticas ao visitar sítios arqueológicos

    Visitar um sítio arqueológico é conectarmos com as nossas origens; é percebermos o nosso percurso e evolução como espécie Humana integrada no meio ambiente; é respeitar o património que é nosso e dele cuidarmos para que as gerações futuras também o possam visitar e desfrutar. 

    Percorrer os caminhos e apreciar as estruturas e peças arqueológicas que sobreviveram ao passar dos tempos, permite-nos compreender aquilo que é diferente, mas também aquilo que é comum entre as diferentes populações: no fundo, aquilo que nos identifica como Homo Sapiens. 

    Mais do que simples vestígios e ruínas do passado, os sítios arqueológicos evidenciam a nossa capacidade criativa, de adaptação, de interconexão, de compreensão e resiliência, sem as quais não teríamos tido sucesso como seres culturais em constante processo evolutivo. Estes sítios permitem-nos ainda refletir sobre as escolhas feitas no passado e contribuir assim para que as decisões no presente possam ser realizadas com maior consciência e conhecimento.

    Os sítios arqueológicos são recursos frágeis e vulneráveis às mudanças potenciadas pelo desenvolvimento humano sendo únicos e insubstituíveis. A informação que guardam, se destruída, nunca mais poderá ser recuperada. 

    Como tal, a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) convida todos os visitantes de sítios arqueológicos a desfrutarem da sua beleza e autenticidade, ajudando ao mesmo tempo a preservá-los para as futuras gerações, adotando desde logo as boas práticas que aqui indicamos:   

    • Respeitar todas as sinalizações;
    • Não aceder a zonas vedadas;
    • Não subir, sentar ou permanecer sobre estruturas e vestígios arqueológicos;
    • Respeitar as áreas que estão a ser alvo de intervenções arqueológicas, não as perturbando;
    • Não recolher materiais nem sedimentos (terra);
    • Não escrever ou realizar grafitos nas estruturas arqueológicas;
    • Deitar o lixo em contentores próprios. Se não existirem no local, leve o lixo consigo até encontrar contentor adequado para o efeito;
    • Deixar o sítio arqueológico tal como o encontrou;
    • Não passar com bicicletas ou veículos motorizados sobre os sítios arqueológicos;
    • Respeitar e proteger as plantas e os animais que habitam na envolvente do sítio arqueológico;
    • Reportar sinais de vandalismo ou destruição à DGPC ou às Direções Regionais de Cultura (DRC);
    • Partilhar experiências de visita e os sítios arqueológicos, como forma de os tornar mais conhecidos e apelar à sua preservação;
    • Não comprar materiais arqueológicos e reportar às autoridades de segurança pública, à DGPC ou às DRC, caso venha a suspeitar de que materiais/peças arqueológicas possam estar à venda.

    Para saber mais:

    AIA / ATTA (2013) – Guide to best practices for archaeological tourism. 

    Raposo, J. (2016) – Código de conduta para uma visita responsável a sítios arqueológicos. In Sítios arqueológicos portugueses revisitados: 500 arqueossítios ou conjuntos em condições de fruição pública responsável. Al-madan, 2ª série, p. 20 – 77. 

    Contactos DGPC

    Telefone: +351213614200 | Email: informacaoarqueologica@dgpc.pt

     

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