Castelo de Loulé

Castelo - Medieval Islâmico, Medieval Cristão e Moderno (59)
Loulé localiza-se na vertente sul de uma colina, a cerca de 12 km do mar, sensivelmente a meio do território algarvio. Esta posição dotava-o de um bom domínio visual sobre o território, permitindo-lhe controlar a transitabilidade no território envolvente. A cidade de Loulé (Al-Ulyà) é fundada durante os séculos XI - XII, no final do período islâmico, aglutinando os núcleos de povoamento que se dispersavam por este território. A muralha de Loulé apresentava uma morfologia trapezoidal irregular, delimitando uma área de cerca de 5 há, com muralhas e torres de planta quadrangular, construídas em taipa e fundações de pedra calcária, bem adaptadas à topografia do terreno. Atualmente são visíveis vários troços das muralhas e seis torres, duas das quais albarrãs (rua das Bicas, rua Duarte Pacheco, ou rua do Município). Algumas destas estruturas encontram-se incorporadas ou adossadas a construções mais recentes. A principal entrada da cidade localizava-se a sul (Porta de faro), junto à qual se erguia a mesquita e posteriormente a Igreja Matriz de Loulé (a planta do edifício, a orientação e as características da torre sineira colocam a hipótese desta reutilização estruturas religiosas). A alcáçova islâmica / castelo cristão, após a conquista da cidade no século XIII, situava-se no canto noroeste do espaço amuralhado. Esta estrutura apresenta vestígios da ocupação islâmica no seu interior e níveis de destruição (incêndios) associados à conquista cristã da cidade. No final do século XIV e inícios do século XV efetuaram-se reparações e remodelações nas muralhas e castelo, associados ao crescimento dos espaços habitacionais extramuros. A partir do século XVII, as muralhas e torres perderam as suas funções defensivas, sendo integradas em edifícios religiosos e residenciais, e ocorrendo mesmo a demolição de alguns troços. Os trabalhos arqueológicos, que permitiram ampliar o conhecimento sobre o traçado amuralhado e o urbanismo medieval, realizaram-se no âmbito das transformações urbanas de Loulé no final do século XX e inícios do século XXI. (actualizado por C. Costeira, 14/08/2018).

Informação

Núcleo sede do Museu Municipal de Loulé. Aquisição de bilhete no local. O Castelo de Loulé está integrado na Rota da Dieta Mediterrânea e na Rota de al-Mutamid.

Condições da visita

Entrada com aquisição de bilhete

Horários

O Castelo de Loulé está aberto de terça-feira a sábado: De 01 de Outubro a 31 de Maio das 09h30 às 17h30. Sábado das 09:h00 às16h00. De 01 de Junho a 30 de Setembro das 10h00 às 18h00. Sábado das 10h00 - 16h30.

Contactos

Documentos

    Como chegar lá? Boas Práticas

    Boas Práticas

    Boas práticas ao visitar sítios arqueológicos

    Visitar um sítio arqueológico é conectarmos com as nossas origens; é percebermos o nosso percurso e evolução como espécie Humana integrada no meio ambiente; é respeitar o património que é nosso e dele cuidarmos para que as gerações futuras também o possam visitar e desfrutar. 

    Percorrer os caminhos e apreciar as estruturas e peças arqueológicas que sobreviveram ao passar dos tempos, permite-nos compreender aquilo que é diferente, mas também aquilo que é comum entre as diferentes populações: no fundo, aquilo que nos identifica como Homo Sapiens. 

    Mais do que simples vestígios e ruínas do passado, os sítios arqueológicos evidenciam a nossa capacidade criativa, de adaptação, de interconexão, de compreensão e resiliência, sem as quais não teríamos tido sucesso como seres culturais em constante processo evolutivo. Estes sítios permitem-nos ainda refletir sobre as escolhas feitas no passado e contribuir assim para que as decisões no presente possam ser realizadas com maior consciência e conhecimento.

    Os sítios arqueológicos são recursos frágeis e vulneráveis às mudanças potenciadas pelo desenvolvimento humano sendo únicos e insubstituíveis. A informação que guardam, se destruída, nunca mais poderá ser recuperada. 

    Como tal, a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) convida todos os visitantes de sítios arqueológicos a desfrutarem da sua beleza e autenticidade, ajudando ao mesmo tempo a preservá-los para as futuras gerações, adotando desde logo as boas práticas que aqui indicamos:   

    • Respeitar todas as sinalizações;
    • Não aceder a zonas vedadas;
    • Não subir, sentar ou permanecer sobre estruturas e vestígios arqueológicos;
    • Respeitar as áreas que estão a ser alvo de intervenções arqueológicas, não as perturbando;
    • Não recolher materiais nem sedimentos (terra);
    • Não escrever ou realizar grafitos nas estruturas arqueológicas;
    • Deitar o lixo em contentores próprios. Se não existirem no local, leve o lixo consigo até encontrar contentor adequado para o efeito;
    • Deixar o sítio arqueológico tal como o encontrou;
    • Não passar com bicicletas ou veículos motorizados sobre os sítios arqueológicos;
    • Respeitar e proteger as plantas e os animais que habitam na envolvente do sítio arqueológico;
    • Reportar sinais de vandalismo ou destruição à DGPC ou às Direções Regionais de Cultura (DRC);
    • Partilhar experiências de visita e os sítios arqueológicos, como forma de os tornar mais conhecidos e apelar à sua preservação;
    • Não comprar materiais arqueológicos e reportar às autoridades de segurança pública, à DGPC ou às DRC, caso venha a suspeitar de que materiais/peças arqueológicas possam estar à venda.

    Para saber mais:

    AIA / ATTA (2013) – Guide to best practices for archaeological tourism. 

    Raposo, J. (2016) – Código de conduta para uma visita responsável a sítios arqueológicos. In Sítios arqueológicos portugueses revisitados: 500 arqueossítios ou conjuntos em condições de fruição pública responsável. Al-madan, 2ª série, p. 20 – 77. 

    Contactos DGPC

    Telefone: +351213614200 | Email: informacaoarqueologica@dgpc.pt

     

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