Mértola - Rossio do Carmo - Rua Cândido dos Reis e Largo do Rossio do Carmo

Basílica - Idade do Ferro - 1º, Alta Idade Média e Medieval Islâmico (1202)
A basílica paleocristã de Mértola (século V - VIII) localiza-se no Rossio do Carmo, uma área que ficava no exterior do aglomerado urbano. Esta estrutura arqueológica foi identificada e inicialmente escavada por Estácio da Veiga no final do século XIX. As intervenções arqueológicas mais recentes (desde 1980) foram realizadas pelo Campo Arqueológico de Mértola tendo no âmbito da investigação e valorização deste sítio. Em termos arquitectónicos, esta basílica apresenta três naves separadas por colunas, duas absides contrapostas e sete tramos (com cerca de 33 m de comprimento por 18 m de largura), com entrada na nave lateral norte e cobertura de três telhados e duas águas, aproximando-se dos edifícios norte-africanos desta cronologia. O pavimento deste edifício foi progressivamente ocupado por sepulturas. O espaço interior e exterior da basílica foi utilizado como área funerária cristã até aos princípios do século VIII d. C., registando-se posteriormente a presença de sepulturas que respeitam os rituais islâmicos. Em termos globais, as sepulturas desta necrópole são escavadas na rocha, cobertas de lajes de pedra, com raro espólio funerário. Muitas das sepulturas paleocristãs estão associadas a lápides funerárias epigrafadas, que fornecem importantes informações sobre esta comunidade. As inumações paleocristãs são em decúbito dorsal, com a cabeça orientada a poente e as muçulmanas em decúbito lateral direito, com a cabeça orientada a sudoeste e a face virada para nascente. Este espaço funerário permite analisar a transição religiosa e ritual que ocorreu em Mértola a partir do século VIII d. C. (atualizado por C. Costeira, 18/02/19). Uma lápide com inscrição em escrita do sudoeste foi reutilizada como tampa de uma das sepulturas paleocristãs.

Informação

O sítio tem condições de visita e dispõe de informação no local. Este núcleo museológico faz parte do Museu de Mértola. Sítio integrado nos Itinerários Arqueológicos do Alentejo e Algarve.

Condições da visita

Entrada livre associada a estrutura museológica

Horários

De 01 de Outubro a 15 de Junho: de Terça-feira a domingo das 9h15 às 12h30 e das 14h00 às 17h45. De 16 de Junho a 30 de Setembro: de Terça-feira a domingo das 9h45 às 13h00 e das 14h00 às 18h15. Encerra à Segunda-feira e nos dias 1 de janeiro, 1 de maio e 25 de dezembro.

Contactos

Documentos

    Como chegar lá? Boas Práticas

    Boas Práticas

    Boas práticas ao visitar sítios arqueológicos

    Visitar um sítio arqueológico é conectarmos com as nossas origens; é percebermos o nosso percurso e evolução como espécie Humana integrada no meio ambiente; é respeitar o património que é nosso e dele cuidarmos para que as gerações futuras também o possam visitar e desfrutar. 

    Percorrer os caminhos e apreciar as estruturas e peças arqueológicas que sobreviveram ao passar dos tempos, permite-nos compreender aquilo que é diferente, mas também aquilo que é comum entre as diferentes populações: no fundo, aquilo que nos identifica como Homo Sapiens. 

    Mais do que simples vestígios e ruínas do passado, os sítios arqueológicos evidenciam a nossa capacidade criativa, de adaptação, de interconexão, de compreensão e resiliência, sem as quais não teríamos tido sucesso como seres culturais em constante processo evolutivo. Estes sítios permitem-nos ainda refletir sobre as escolhas feitas no passado e contribuir assim para que as decisões no presente possam ser realizadas com maior consciência e conhecimento.

    Os sítios arqueológicos são recursos frágeis e vulneráveis às mudanças potenciadas pelo desenvolvimento humano sendo únicos e insubstituíveis. A informação que guardam, se destruída, nunca mais poderá ser recuperada. 

    Como tal, a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) convida todos os visitantes de sítios arqueológicos a desfrutarem da sua beleza e autenticidade, ajudando ao mesmo tempo a preservá-los para as futuras gerações, adotando desde logo as boas práticas que aqui indicamos:   

    • Respeitar todas as sinalizações;
    • Não aceder a zonas vedadas;
    • Não subir, sentar ou permanecer sobre estruturas e vestígios arqueológicos;
    • Respeitar as áreas que estão a ser alvo de intervenções arqueológicas, não as perturbando;
    • Não recolher materiais nem sedimentos (terra);
    • Não escrever ou realizar grafitos nas estruturas arqueológicas;
    • Deitar o lixo em contentores próprios. Se não existirem no local, leve o lixo consigo até encontrar contentor adequado para o efeito;
    • Deixar o sítio arqueológico tal como o encontrou;
    • Não passar com bicicletas ou veículos motorizados sobre os sítios arqueológicos;
    • Respeitar e proteger as plantas e os animais que habitam na envolvente do sítio arqueológico;
    • Reportar sinais de vandalismo ou destruição à DGPC ou às Direções Regionais de Cultura (DRC);
    • Partilhar experiências de visita e os sítios arqueológicos, como forma de os tornar mais conhecidos e apelar à sua preservação;
    • Não comprar materiais arqueológicos e reportar às autoridades de segurança pública, à DGPC ou às DRC, caso venha a suspeitar de que materiais/peças arqueológicas possam estar à venda.

    Para saber mais:

    AIA / ATTA (2013) – Guide to best practices for archaeological tourism. 

    Raposo, J. (2016) – Código de conduta para uma visita responsável a sítios arqueológicos. In Sítios arqueológicos portugueses revisitados: 500 arqueossítios ou conjuntos em condições de fruição pública responsável. Al-madan, 2ª série, p. 20 – 77. 

    Contactos DGPC

    Telefone: +351213614200 | Email: informacaoarqueologica@dgpc.pt

     

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