Cidade Romana de Ammaia

Cidade - Romano (300)
A cidade romana de Ammaia localiza-se numa encosta suave, virada a nascente, no lugar de São Salvador de Aramenha, próximo da barragem de Apartura, no Parque Natural da Serra de São Mamede, numa área de boa transitabilidade, em que se cruzavam várias vias romanas. Esta cidade dispersa-se por uma área de cerca de 22 hectares, dos quais apenas 5% tem sido alvo de trabalhos arqueológicos. Os vestígios arqueológicos deste sítio são conhecidos desde o século XVI, com as recolhas de Frei Amador Arrais. As primeiras escavações arqueológicas realizaram-se durante o século XX. No século XXI os trabalhos de investigação deste sítio têm sido promovidos pela Fundação Cidade de Ammaia, desenvolvendo-se várias parcerias nacionais e internacionais. Todas estas intervenções permitiram identificar vestígios estruturais e artefactuais de uma cidade romana, com uma longa diacronia de ocupação, cronologicamente balizada entre o final do século I a. C e o final do século V d. C. As intervenções arqueológicas têm-se centrado em três áreas principais, Porta Sul, Forum e Termas, que correspondem aos núcleos actualmente visitáveis. O forum de Ammaia implanta-se numa encosta que domina a área sul da cidade, correspondendo a um espaço de morfologia rectangular, com cerca de 66 m x 99 m. Na extremidade sudeste identificam-se estruturas que podem corresponder a vestígios da basílica e da cúria e na extremidade oposta ergue-se o pódio de um templo (estrutura rectangular com 18m x 9 m) em posição elevada. Nas proximidades do forum registam-se vários vestígios estruturais pertencentes a um complexo termal, como um pequeno tanque revestido a mármore (frigidarium?) e uma piscina (natatio). A porta Sul, que correspondia à entrada principal da cidade e à passagem da via que ligava Ammaia a Emerita Augusta (Mérida), era ladeada por duas torres circulares, que se adossavam às muralhas (6 m de diâmetro) e se encontravam ligadas por um arco (não conservado). Nas proximidades desta porta identificaram-se vestígios de uma praça pública, pavimentada com blocos de granito. A partir dos vestígios de superfície, das fotografias áreas e prospecções geofísicas realizadas identificam-se outras estruturas urbanas, nomeadamente habitacionais, um possível anfiteatro no sopé da encosta na área oeste da cidade e um circo (ou hipódromo) na saída de São Salvador de Aramenha. Estes indícios reforçam a importância desta cidade romana e do seu potencial arqueológico. (atualizado por C. Costeira, 14/02/19).

Informação

O sítio dispõe de um museu no local e de um percurso expositivo definido.

Condições da visita

Entrada livre associada a estrutura museológica

Horários

Segunda-feira a Domingo 9.00 -12.30 14.00 - 17.30

Contactos

Documentos

    Como chegar lá? Boas Práticas

    Boas Práticas

    Boas práticas ao visitar sítios arqueológicos

    Visitar um sítio arqueológico é conectarmos com as nossas origens; é percebermos o nosso percurso e evolução como espécie Humana integrada no meio ambiente; é respeitar o património que é nosso e dele cuidarmos para que as gerações futuras também o possam visitar e desfrutar. 

    Percorrer os caminhos e apreciar as estruturas e peças arqueológicas que sobreviveram ao passar dos tempos, permite-nos compreender aquilo que é diferente, mas também aquilo que é comum entre as diferentes populações: no fundo, aquilo que nos identifica como Homo Sapiens. 

    Mais do que simples vestígios e ruínas do passado, os sítios arqueológicos evidenciam a nossa capacidade criativa, de adaptação, de interconexão, de compreensão e resiliência, sem as quais não teríamos tido sucesso como seres culturais em constante processo evolutivo. Estes sítios permitem-nos ainda refletir sobre as escolhas feitas no passado e contribuir assim para que as decisões no presente possam ser realizadas com maior consciência e conhecimento.

    Os sítios arqueológicos são recursos frágeis e vulneráveis às mudanças potenciadas pelo desenvolvimento humano sendo únicos e insubstituíveis. A informação que guardam, se destruída, nunca mais poderá ser recuperada. 

    Como tal, a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) convida todos os visitantes de sítios arqueológicos a desfrutarem da sua beleza e autenticidade, ajudando ao mesmo tempo a preservá-los para as futuras gerações, adotando desde logo as boas práticas que aqui indicamos:   

    • Respeitar todas as sinalizações;
    • Não aceder a zonas vedadas;
    • Não subir, sentar ou permanecer sobre estruturas e vestígios arqueológicos;
    • Respeitar as áreas que estão a ser alvo de intervenções arqueológicas, não as perturbando;
    • Não recolher materiais nem sedimentos (terra);
    • Não escrever ou realizar grafitos nas estruturas arqueológicas;
    • Deitar o lixo em contentores próprios. Se não existirem no local, leve o lixo consigo até encontrar contentor adequado para o efeito;
    • Deixar o sítio arqueológico tal como o encontrou;
    • Não passar com bicicletas ou veículos motorizados sobre os sítios arqueológicos;
    • Respeitar e proteger as plantas e os animais que habitam na envolvente do sítio arqueológico;
    • Reportar sinais de vandalismo ou destruição à DGPC ou às Direções Regionais de Cultura (DRC);
    • Partilhar experiências de visita e os sítios arqueológicos, como forma de os tornar mais conhecidos e apelar à sua preservação;
    • Não comprar materiais arqueológicos e reportar às autoridades de segurança pública, à DGPC ou às DRC, caso venha a suspeitar de que materiais/peças arqueológicas possam estar à venda.

    Para saber mais:

    AIA / ATTA (2013) – Guide to best practices for archaeological tourism. 

    Raposo, J. (2016) – Código de conduta para uma visita responsável a sítios arqueológicos. In Sítios arqueológicos portugueses revisitados: 500 arqueossítios ou conjuntos em condições de fruição pública responsável. Al-madan, 2ª série, p. 20 – 77. 

    Contactos DGPC

    Telefone: +351213614200 | Email: informacaoarqueologica@dgpc.pt

     

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