Anta de Arca

Anta/Dólmen - Neo-Calcolítico (889)
Também conhecida como: Pedra da Arca /Anta do Espírito Santo d'Arca / Pedra dos Mouros. Localiza-se na vertente ocidental da Serra do Caramulo, próximo da povoação de Arca, no lugar de Paranho de Arca (Arca e Varzielas/ Oliveira de Frades/Viseu). O monumento localiza-se numa zona rural, com plantações de pinheiros e eucaliptos, destacando-se por se encontrar isolado em terreno plano e limpo de vegetação. Este monumento é descrito padre Luiz Cardoso, no seu "Diccionario geografico, ou Noticia histórica¿" publicado em 1747, voltando a ser citado nas "Memórias Paroquiais" em 1758, aludindo à antiguidade e monumentalidade desta estrutura - "pedra de Arqua". Leite de Vasconcelos publica em 1896 uma pequena nota sobre o dólmen de Espirito - Santo de Arca, conhecido localmente como Pedra dos Mouros, apresentando uma descrição sumária, que inclui medidas, uma planta esquemática e uma fotografia, mencionando ainda que o monumento não teria sido escavado. Em 1910 classificado como Monumento Nacional. Volta a ser referida por A. de Amorim Girão, em 1921, como um dos mais emblemáticos monumentos da Serra do Caramulo e da região de Lafões, destacando-se na paisagem o chapéu sustentado por três grandes esteios Em 1957 é denominado Pedra de Arca nº 1, por L. de Albuquerque e Castro, O. da Veiga Ferreira e A. Viana, mencionando apenas o facto de ser um dólmen de grandes dimensões em mediano estado de conservação. Segundo Irisalva Moita (1966) trata-se de um monumento constituído por câmara poligonal de grande diâmetro e altura, com entrada marcada, virada a Este, sem corredor, característica comum no Norte do país. Atualmente do monumento é visível apenas a câmara, constituída por sete esteios (dos quais apenas três se apresentam inteiros) suportando a laje de cobertura, encontrando-se os restantes esteios partidos um pouco acima do nível do solo. A câmara tem cerca de 4,50m de comprimento por 3,75m de largura e 2,65m de altura e a laje de cobertura, de forma rectangular, cerca de 4,20m de comprimento por 3,20m de largura. As descrições do monumento, datadas do século XVIII, assemelham-se ao que ainda hoje podemos observar, destacando-se como elemento marcante da paisagem, ao qual se devem as designações de algumas povoações da zona. De referir ainda que Amorim Girão menciona os vestígios de uma mamoa a cerca de 20m para SE, onde possivelmente teria existido uma outra anta. Já Albuquerque e Castro, Veiga Ferreira e Viana referem a existência de duas outras mamoas nas proximidades - Pedra de Arca nº2, de grandes dimensões que deverá encerrar um dólmen, e nº3 da qual apenas resta a mamoa, mais tarde referidos por Irisalva Moita como Mamoa de Espinho e Anta de Espinho. [atualizado por I. Inácio, 4/03/19]

Informação

Acesso livre. Encontra-se integrada no percurso pedestre PR4 - Rota dos Caminhos com Alma.

Condições da visita

Acesso livre

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  • Folheto da rota:
Como chegar lá? Boas Práticas

Boas Práticas

Boas práticas ao visitar sítios arqueológicos

Visitar um sítio arqueológico é conectarmos com as nossas origens; é percebermos o nosso percurso e evolução como espécie Humana integrada no meio ambiente; é respeitar o património que é nosso e dele cuidarmos para que as gerações futuras também o possam visitar e desfrutar. 

Percorrer os caminhos e apreciar as estruturas e peças arqueológicas que sobreviveram ao passar dos tempos, permite-nos compreender aquilo que é diferente, mas também aquilo que é comum entre as diferentes populações: no fundo, aquilo que nos identifica como Homo Sapiens. 

Mais do que simples vestígios e ruínas do passado, os sítios arqueológicos evidenciam a nossa capacidade criativa, de adaptação, de interconexão, de compreensão e resiliência, sem as quais não teríamos tido sucesso como seres culturais em constante processo evolutivo. Estes sítios permitem-nos ainda refletir sobre as escolhas feitas no passado e contribuir assim para que as decisões no presente possam ser realizadas com maior consciência e conhecimento.

Os sítios arqueológicos são recursos frágeis e vulneráveis às mudanças potenciadas pelo desenvolvimento humano sendo únicos e insubstituíveis. A informação que guardam, se destruída, nunca mais poderá ser recuperada. 

Como tal, a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) convida todos os visitantes de sítios arqueológicos a desfrutarem da sua beleza e autenticidade, ajudando ao mesmo tempo a preservá-los para as futuras gerações, adotando desde logo as boas práticas que aqui indicamos:   

  • Respeitar todas as sinalizações;
  • Não aceder a zonas vedadas;
  • Não subir, sentar ou permanecer sobre estruturas e vestígios arqueológicos;
  • Respeitar as áreas que estão a ser alvo de intervenções arqueológicas, não as perturbando;
  • Não recolher materiais nem sedimentos (terra);
  • Não escrever ou realizar grafitos nas estruturas arqueológicas;
  • Deitar o lixo em contentores próprios. Se não existirem no local, leve o lixo consigo até encontrar contentor adequado para o efeito;
  • Deixar o sítio arqueológico tal como o encontrou;
  • Não passar com bicicletas ou veículos motorizados sobre os sítios arqueológicos;
  • Respeitar e proteger as plantas e os animais que habitam na envolvente do sítio arqueológico;
  • Reportar sinais de vandalismo ou destruição à DGPC ou às Direções Regionais de Cultura (DRC);
  • Partilhar experiências de visita e os sítios arqueológicos, como forma de os tornar mais conhecidos e apelar à sua preservação;
  • Não comprar materiais arqueológicos e reportar às autoridades de segurança pública, à DGPC ou às DRC, caso venha a suspeitar de que materiais/peças arqueológicas possam estar à venda.

Para saber mais:

AIA / ATTA (2013) – Guide to best practices for archaeological tourism. 

Raposo, J. (2016) – Código de conduta para uma visita responsável a sítios arqueológicos. In Sítios arqueológicos portugueses revisitados: 500 arqueossítios ou conjuntos em condições de fruição pública responsável. Al-madan, 2ª série, p. 20 – 77. 

Contactos DGPC

Telefone: +351213614200 | Email: informacaoarqueologica@dgpc.pt

 

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