Cromeleque de Vale de Maria do Meio

Cromeleque - Neolítico Antigo e Neolítico Médio (10546)
O cromeleque de Vale Maria do Meio encontra-se implantado no topo de uma pequena elevação, a cerca de 1 km do cromeleque Portela de Mogos (CNS 612), e 15 km a oeste da cidade de Évora, numa paisagem de fronteira em termos topográficos, geológicos e hidrográficos e com uma expressiva presença de monumentos megalíticos. Este recinto apresenta uma planta alongada, organizando-se segundo um eixo perpendicular às curvas de nível, com 37 m de comprimento e 25 m de largura, orientado a Nascente. Os 34 menires que constituem este recinto foram maioritariamente talhados em granito, apresentam morfologias predominantemente ovóides e um comprimento médio de cerca de 1,74 m. Na área ocidental do topo da elevação concentravam-se os monólitos de dimensões mais destacadas, dispersando-se os restantes na vertente exposta a nascente, acompanhando o declive. A disposição dos menires coloca a hipótese deste recinto ter sido construído em duas fases distintas. Dois dos menires (10 e 18) foram decorados com báculos e crescentes lunares, com fortes semelhanças aos motivos identificados no cromeleque dos Almendres. O cromeleque de Vale Maria do Meio foi identificado por Manuel Calado em 1993, que nos anos seguintes realizou trabalhos de prospeção e escavação na área do recinto, bem como restaurou e reergueu os vários monólitos. Estes trabalhos arqueológicos permitiram recolher um espólio muito escasso e fragmentado, constituído maioritariamente por artefactos de pedra lascada (buris, lascas, lamelas, esquírolas e restos de talhe) elaborados em sílex e fragmentos cerâmicos muito rolados. As características arquitetónicas do recinto e os parcos materiais identificados, com especial destaque para os líticos, colocam a hipótese da sua construção e utilização se enquadrar no Neolítico Antigo e Médio. (actualizado por C. Costeira, 07/09/2018).

Informação

Monumento megalítico integrado na Rotas Évora Megalítica e Évora Rural Tour.

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Acesso livre

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Como chegar lá? Boas Práticas

Boas Práticas

Boas práticas ao visitar sítios arqueológicos

Visitar um sítio arqueológico é conectarmos com as nossas origens; é percebermos o nosso percurso e evolução como espécie Humana integrada no meio ambiente; é respeitar o património que é nosso e dele cuidarmos para que as gerações futuras também o possam visitar e desfrutar. 

Percorrer os caminhos e apreciar as estruturas e peças arqueológicas que sobreviveram ao passar dos tempos, permite-nos compreender aquilo que é diferente, mas também aquilo que é comum entre as diferentes populações: no fundo, aquilo que nos identifica como Homo Sapiens. 

Mais do que simples vestígios e ruínas do passado, os sítios arqueológicos evidenciam a nossa capacidade criativa, de adaptação, de interconexão, de compreensão e resiliência, sem as quais não teríamos tido sucesso como seres culturais em constante processo evolutivo. Estes sítios permitem-nos ainda refletir sobre as escolhas feitas no passado e contribuir assim para que as decisões no presente possam ser realizadas com maior consciência e conhecimento.

Os sítios arqueológicos são recursos frágeis e vulneráveis às mudanças potenciadas pelo desenvolvimento humano sendo únicos e insubstituíveis. A informação que guardam, se destruída, nunca mais poderá ser recuperada. 

Como tal, a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) convida todos os visitantes de sítios arqueológicos a desfrutarem da sua beleza e autenticidade, ajudando ao mesmo tempo a preservá-los para as futuras gerações, adotando desde logo as boas práticas que aqui indicamos:   

  • Respeitar todas as sinalizações;
  • Não aceder a zonas vedadas;
  • Não subir, sentar ou permanecer sobre estruturas e vestígios arqueológicos;
  • Respeitar as áreas que estão a ser alvo de intervenções arqueológicas, não as perturbando;
  • Não recolher materiais nem sedimentos (terra);
  • Não escrever ou realizar grafitos nas estruturas arqueológicas;
  • Deitar o lixo em contentores próprios. Se não existirem no local, leve o lixo consigo até encontrar contentor adequado para o efeito;
  • Deixar o sítio arqueológico tal como o encontrou;
  • Não passar com bicicletas ou veículos motorizados sobre os sítios arqueológicos;
  • Respeitar e proteger as plantas e os animais que habitam na envolvente do sítio arqueológico;
  • Reportar sinais de vandalismo ou destruição à DGPC ou às Direções Regionais de Cultura (DRC);
  • Partilhar experiências de visita e os sítios arqueológicos, como forma de os tornar mais conhecidos e apelar à sua preservação;
  • Não comprar materiais arqueológicos e reportar às autoridades de segurança pública, à DGPC ou às DRC, caso venha a suspeitar de que materiais/peças arqueológicas possam estar à venda.

Para saber mais:

AIA / ATTA (2013) – Guide to best practices for archaeological tourism. 

Raposo, J. (2016) – Código de conduta para uma visita responsável a sítios arqueológicos. In Sítios arqueológicos portugueses revisitados: 500 arqueossítios ou conjuntos em condições de fruição pública responsável. Al-madan, 2ª série, p. 20 – 77. 

Contactos DGPC

Telefone: +351213614200 | Email: informacaoarqueologica@dgpc.pt

 

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