Alcalar 7

Tholos - Calcolítico (11303)
O monumento megalítico designado por Alcalar 7 corresponde a um tholos, integrado na grande necrópole megalítica localizada na envolvente do povoado pré-histórico de Alcalar (CNS 2781). Este monumento situa-se a leste da estrada para a Senhora do Verde, constituindo com o monumento Alcalar 9 (CNS 7277) o núcleo oriental da referida necrópole. Estes dois monumentos encontram-se musealizados. Este monumento funerário tipo tholos foi identificado e escavado por Estácio da Veiga (1882) No final do século XX / inícios do século XXI realizaram-se várias campanhas de escavação dirigidas Rui Parreira e Elena Morán. O tholos Alcalar 7 é constituído por um átrio intratumular em forma de caixa retangular, um corredor estreito e comprido (cerca de 8,10 m de comprimento), elaborado com lajes de xisto, segmentado em quatro tramos por portas com degrau, coberto por cinco tampas monolíticas e uma câmara de planta troncocónica, pavimento com lajes de xisto, paredes construídas em alvenaria de xisto e três nichos, localizados nas paredes sul, norte e oeste. Esta estrutura apresenta uma cobertura construída com o sistema de falsa cúpula. No exterior, identificava-se uma mamoa, com cerca de 27 m de diâmetro, constituída por blocos de calcário e lajes de xisto e contida por um muro de xisto, que forma uma fachada retilínea orientada a este, no centro do qual se encontra o acesso ao interior do monumento. Em frente a esta fachada, a cerca de 5 m de distância, identificou-se um empedrado de xisto e calcário, que integra um menir, alinhado com o corredor do monumento, com evidências de utilização ritual (presença de lareiras, artefactos líticos). No interior e exterior do monumento identificaram-se artefactos de pedra lascada, moventes, dormentes, percutores, lajes de xisto com marcas de utilização, seixos talhados, placas, elementos de adorno (bracelete, pendente, conta de colar), fragmentos de recipientes cerâmicos de morfologias variadas (pratos, taças simples e carenadas, vasos, potes, três fragmentos com decoração campaniforme) e vestígios faunísticos. Após a utilização funerária, o monumento Alcalar 7 e o pavimento exterior foram envolvidos por uma estrutura pétrea formada por lajes de xisto (com cerca de 4 m de largura), que o selou, mantendo o seu destaque na paisagem. Este monumento apresenta vestígios de utilização em época romana e medieval islâmica (identificou-se uma estrutura funerária e vestígios de artefactos). Este tholos foi edificado num local com vestígios de ocupação do 5º milénio a. C. (concheiro, lareiras), reutilizando elementos arquitetónicos anteriores. A construção e utilização deste monumento enquadram-se cronologicamente no Calcolítico (2900 - 2000 a. C.), correspondendo ao período de ocupação mais intensa da necrópole de Alcalar. No recinto exterior identificaram-se indícios de utilização até à segunda metade do 2º milénio a. C (Idade do Bronze), o que pode indicar uma perduração ritual / simbólica deste espaço. (actualizado por C. Costeira, 18/07/2018)

Informação

O monumento megalítico está musealizado e dispõe de Centro Interpretativo no local. No Museu de Portimão encontra-se mais informação e alguns materiais de Alcalar. Sítio integrado no Roteiro Mexilhoeira Grande, na Rota da Dieta Mediterrânica e nos Itinerários Arqueológicos do Alentejo e Algarve. Bilhetes individuais e conjuntos (Circuito Monumentos do Algarve / Circuito do Barlavento Algarvio).

Condições da visita

Entrada com aquisição de bilhete

Horários

De 01 de Setembro a 31 de Julho aberto de terça-feira a sábado das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 16:h30. De 01 a 31 de Agosto está aberto das 10h00 às 18h00. Domingo e Feriados das 10h00 às 14h00.

Documentos

    Como chegar lá? Boas Práticas

    Boas Práticas

    Boas práticas ao visitar sítios arqueológicos

    Visitar um sítio arqueológico é conectarmos com as nossas origens; é percebermos o nosso percurso e evolução como espécie Humana integrada no meio ambiente; é respeitar o património que é nosso e dele cuidarmos para que as gerações futuras também o possam visitar e desfrutar. 

    Percorrer os caminhos e apreciar as estruturas e peças arqueológicas que sobreviveram ao passar dos tempos, permite-nos compreender aquilo que é diferente, mas também aquilo que é comum entre as diferentes populações: no fundo, aquilo que nos identifica como Homo Sapiens. 

    Mais do que simples vestígios e ruínas do passado, os sítios arqueológicos evidenciam a nossa capacidade criativa, de adaptação, de interconexão, de compreensão e resiliência, sem as quais não teríamos tido sucesso como seres culturais em constante processo evolutivo. Estes sítios permitem-nos ainda refletir sobre as escolhas feitas no passado e contribuir assim para que as decisões no presente possam ser realizadas com maior consciência e conhecimento.

    Os sítios arqueológicos são recursos frágeis e vulneráveis às mudanças potenciadas pelo desenvolvimento humano sendo únicos e insubstituíveis. A informação que guardam, se destruída, nunca mais poderá ser recuperada. 

    Como tal, a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) convida todos os visitantes de sítios arqueológicos a desfrutarem da sua beleza e autenticidade, ajudando ao mesmo tempo a preservá-los para as futuras gerações, adotando desde logo as boas práticas que aqui indicamos:   

    • Respeitar todas as sinalizações;
    • Não aceder a zonas vedadas;
    • Não subir, sentar ou permanecer sobre estruturas e vestígios arqueológicos;
    • Respeitar as áreas que estão a ser alvo de intervenções arqueológicas, não as perturbando;
    • Não recolher materiais nem sedimentos (terra);
    • Não escrever ou realizar grafitos nas estruturas arqueológicas;
    • Deitar o lixo em contentores próprios. Se não existirem no local, leve o lixo consigo até encontrar contentor adequado para o efeito;
    • Deixar o sítio arqueológico tal como o encontrou;
    • Não passar com bicicletas ou veículos motorizados sobre os sítios arqueológicos;
    • Respeitar e proteger as plantas e os animais que habitam na envolvente do sítio arqueológico;
    • Reportar sinais de vandalismo ou destruição à DGPC ou às Direções Regionais de Cultura (DRC);
    • Partilhar experiências de visita e os sítios arqueológicos, como forma de os tornar mais conhecidos e apelar à sua preservação;
    • Não comprar materiais arqueológicos e reportar às autoridades de segurança pública, à DGPC ou às DRC, caso venha a suspeitar de que materiais/peças arqueológicas possam estar à venda.

    Para saber mais:

    AIA / ATTA (2013) – Guide to best practices for archaeological tourism. 

    Raposo, J. (2016) – Código de conduta para uma visita responsável a sítios arqueológicos. In Sítios arqueológicos portugueses revisitados: 500 arqueossítios ou conjuntos em condições de fruição pública responsável. Al-madan, 2ª série, p. 20 – 77. 

    Contactos DGPC

    Telefone: +351213614200 | Email: informacaoarqueologica@dgpc.pt

     

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