Menires da Herdade dos Perdigões

Cromeleque - Neo-Calcolítico (14573)
O recinto megalítico dos Perdigões localiza-se a cerca de 2 km a nordeste de Reguengos de Monsaraz, situando-se a Este do sítio dos perdigões (CNS 597), na transição do anfiteatro natural para a planura do Vale do Álamo, numa paisagem com uma expressiva presença de monumentos megalíticos. Os seis menires dos Perdigões foram escavados por Mário Varela Gomes na década de oitenta do século XX, encontrando-se fraturados e alguns dos quais tombados, o que impedia a reconstituição da planta do alinhamento ou cromeleque que poderiam integrar. Estes menires foram talhados em granido, tendo cerca de 3,00 m - 3,40 m de comprimento. O menir de maiores dimensões (menir 1), de morfologia cilíndrica, encontrava-se tombado e fraturado em duas partes, estando decorado com centena de covinhas e um báculo. O menir 5 apresentava dimensões mais modestas e uma forma estelar, estando associado a uma estrutura pétrea de planta retangular, formada por muro baixo e pavimentada por lajes de xisto. Esta estrutura poderia consistir numa reutilização deste monólito. As características arquitetónicas destes menires, as decorações e a sua implantação, colocam a hipótese da sua construção e utilização se enquadrar no Neolítico médio (5º milénio a. C.), numa fase anterior à construção das primeiras estruturas de fossos dos Perdigões. Estes elementos megalíticos terão sofrido várias perturbações e reformulações durante o Calcolítico (3º milénio a. C.). (atualizado por C. Costeira, 28/12/2018).

Informação

O sítio pode ser visitado de forma programada. A equipa de investigação (NIA, Era-Arqueologia) organiza várias atividades de divulgação ao longo do ano. No piso térreo da Torre Medieval da Herdade do Esporão existe um pequeno centro interpretativo sobre os Perdigões, com painéis informativos e materiais arqueológicos em exposição.

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    Como chegar lá? Boas Práticas

    Boas Práticas

    Boas práticas ao visitar sítios arqueológicos

    Visitar um sítio arqueológico é conectarmos com as nossas origens; é percebermos o nosso percurso e evolução como espécie Humana integrada no meio ambiente; é respeitar o património que é nosso e dele cuidarmos para que as gerações futuras também o possam visitar e desfrutar. 

    Percorrer os caminhos e apreciar as estruturas e peças arqueológicas que sobreviveram ao passar dos tempos, permite-nos compreender aquilo que é diferente, mas também aquilo que é comum entre as diferentes populações: no fundo, aquilo que nos identifica como Homo Sapiens. 

    Mais do que simples vestígios e ruínas do passado, os sítios arqueológicos evidenciam a nossa capacidade criativa, de adaptação, de interconexão, de compreensão e resiliência, sem as quais não teríamos tido sucesso como seres culturais em constante processo evolutivo. Estes sítios permitem-nos ainda refletir sobre as escolhas feitas no passado e contribuir assim para que as decisões no presente possam ser realizadas com maior consciência e conhecimento.

    Os sítios arqueológicos são recursos frágeis e vulneráveis às mudanças potenciadas pelo desenvolvimento humano sendo únicos e insubstituíveis. A informação que guardam, se destruída, nunca mais poderá ser recuperada. 

    Como tal, a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) convida todos os visitantes de sítios arqueológicos a desfrutarem da sua beleza e autenticidade, ajudando ao mesmo tempo a preservá-los para as futuras gerações, adotando desde logo as boas práticas que aqui indicamos:   

    • Respeitar todas as sinalizações;
    • Não aceder a zonas vedadas;
    • Não subir, sentar ou permanecer sobre estruturas e vestígios arqueológicos;
    • Respeitar as áreas que estão a ser alvo de intervenções arqueológicas, não as perturbando;
    • Não recolher materiais nem sedimentos (terra);
    • Não escrever ou realizar grafitos nas estruturas arqueológicas;
    • Deitar o lixo em contentores próprios. Se não existirem no local, leve o lixo consigo até encontrar contentor adequado para o efeito;
    • Deixar o sítio arqueológico tal como o encontrou;
    • Não passar com bicicletas ou veículos motorizados sobre os sítios arqueológicos;
    • Respeitar e proteger as plantas e os animais que habitam na envolvente do sítio arqueológico;
    • Reportar sinais de vandalismo ou destruição à DGPC ou às Direções Regionais de Cultura (DRC);
    • Partilhar experiências de visita e os sítios arqueológicos, como forma de os tornar mais conhecidos e apelar à sua preservação;
    • Não comprar materiais arqueológicos e reportar às autoridades de segurança pública, à DGPC ou às DRC, caso venha a suspeitar de que materiais/peças arqueológicas possam estar à venda.

    Para saber mais:

    AIA / ATTA (2013) – Guide to best practices for archaeological tourism. 

    Raposo, J. (2016) – Código de conduta para uma visita responsável a sítios arqueológicos. In Sítios arqueológicos portugueses revisitados: 500 arqueossítios ou conjuntos em condições de fruição pública responsável. Al-madan, 2ª série, p. 20 – 77. 

    Contactos DGPC

    Telefone: +351213614200 | Email: informacaoarqueologica@dgpc.pt

     

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